Esta atriz criou uma ONG para acelerar negócios de mulheres empreendedoras

Suzana Pires é muito conhecida por seu trabalho como atriz. Mas por trás das câmeras, ela é a dona do próprio instituto, o Dona de Si. O projeto fomenta e acelera negócios liderados por mulheres, assim como as empreendedoras por trás deles.

Além de atriz, Suzana sempre foi roteirista e gerenciadora de sua própria carreira. Ela mesma se define como uma artista empreendedora. “Comecei com a cara e a coragem”, diz. “Existe uma mentalidade antiga de que o artista não pode mexer na gestão”.

Para ter sucesso, a atriz fez cursos fora do meio audiovisual e com foco em empreendedorismo. “Para mim isso era muito difícil, mas eu precisava saber de tudo para crescer”, afirma.

A ideia de negócio surgiu quando Suzana começou uma coluna sobre empreendedorismo feminino na revista Marie Claire, hoje presente na Vogue. “Eu falo bastante sobre o tabu que é uma mulher ganhar seu próprio dinheiro”, diz. Para escrever, a atriz fazia muitas pesquisas sobre o mercado e acabou descobrindo uma realidade difícil para a maioria das mulheres.

“Muitas empreendedoras têm dificuldade de posicionar seus negócios dentro do mercado”, afirmou. Isso porque elas se encontram em um ambiente machista e restrito, que impede seu crescimento. “Apesar de termos várias mulheres profissionais e qualificadas, os líderes geralmente são homens”.

Para ajudar a mudar esse cenário, Suzana decidiu fazer algo mais do que a coluna. Há um ano, o Instituto Dona de Si começou a aceleração de empresas com foco em cinco segmentos da economia criativa: audiovisual, moda, literatura, games e gastronomia. “Queremos ajudar essas mulheres a terem ferramentas de autogestão e gestão de equipe”, afirma. Para participar do projeto, é necessário ter experiência, já que ele não faz capacitação.

No começo, o instituto funcionou com recursos da atriz. Recentemente, começou a receber investimento de empresas como a fabricante de calçados Arezzo. Já foram cerca de 50 mulheres atendidas pelo projeto na sede, no Rio de Janeiro (RJ). O foco até o momento tem sido em moda, literatura e audiovisual — setores em que Suzana está mais presente. “São segmentos com muitas mulheres, mas poucas na liderança”, afirma.

A empreendedora se prepara para expandir para games e gastronomia. No próximo ano, o instituto deve abrir uma segunda unidade em São Paulo (SP).

Desafios

“O dia a dia do empreendedor em qualquer área é cheio de obstáculos”, diz Suzana. Segundo ela, a maior dificuldade foi divulgar a proposta do instituto e fazer o mercado entender qual é o modelo de negócio, entre aceleradora e organização não governamental. “Foi um desafio fazer um plano estratégico para crescer como ONG”, afirma.

Segundo ela, todo dono de negócio deve ficar atento à organização do seu plano de negócios. “Como empreendedora, eu não tinha ninguém me dizendo o que fazer”, afirma Suzana. “Preciso estar sempre ciente dos meus propósitos”. Principalmente por estar trabalhando com sonhos e autoestima, a atriz reforça a importância de não sair do caminho. “É um negócio que cuida de gente”, afirma.

 

 

Fonte: Revista Pegn

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