Manifesto de mulheres no futebol acaba em machismo e viraliza: “Beija!”

17 de fevereiro de 2017. É dia de Re-Pa em Belém. Torcedores de Remo e Paysandu dividem espaço no estádio Mangueirão. A menos de um mês do Dia Internacional da Mulher, líderes de torcida de ambos os times e algumas torcedoras entram em campo, antes de o jogo começar, carregando uma faixa com os dizeres: “Lugar de mulher é onde ela quiser. Inclusive no estádio”. Em baixo, a hashtag #respeitaasminas.

Ao passarem pela torcida do Remo, são recebidas com gritos de “Beija, beija, tá calor, tá calor. Eu só quero enrabar as mulecas da Terror.” Terror Bicolor é uma torcida organizada do Paysandu. A situação foi registrada em um vídeo que só agora, dois anos depois, viralizou na internet, escancarando o machismo e o desrespeito que ainda existem nos estádios de futebol.

 

 

A designer gráfico Victoria Luiza Santos de Oliveira, 22 anos, foi uma das mulheres que participaram da ação naquele dia. Ela faz parte do grupo Bicolindas, de líderes de torcida do Paysandu. “Era um protesto pela inclusão das mulheres no meio do futebol. Nos reunimos com algumas meninas do Remo e demos a volta no campo carregando aquela faixa. Foi quando a torcida começou a cantar. Além disso, atiraram objetos em nós. Foi muito difícil, eu me senti mal, nunca tinha passado por aquilo, ouvi muitos xingamentos”, lembra.

 

FONTE: UNIVERSA

 

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