ONU Mulheres e Ancine firmam Aliança por um Audiovisual 50-50 e defendem igualdade de gênero na indústria do cinema

No 3º Seminário Internacional Mulheres no Audiovisual, organizado pela Agência Nacional do Cinema, com o apoio da ONU Mulheres, representantes das instituições anunciaram parceria
Ana Carolina Querino, representante interina da ONU Mulheres Brasil, e Débora Ivanov, diretora da Ancine, assinaram memorando de entendimento para fomentar igualdade de gênero na indústria de audiovisual no Brasil. Foto: Andréia Naomi
A ONU Mulheres Brasil e a Ancine – Agência Nacional do Cinema estabeleceram a Aliança por um Audiovisual 50-50, para fomentar a igualdade de gênero na produção e realização audiovisual no Brasil. O anúncio da parceria ocorreu no 3º Seminário Internacional Mulheres no Audiovisual, em 13 de junho, em São Paulo.
A parceria entre as duas instituições visa trabalhar para a desconstrução de estereótipos e discriminações de gênero, raça e etnia na comunicação e na produção audiovisual e promover o aumento do número de mulheres nos setores de produção, comercialização e distribuição audiovisual, inclusive nas funções de liderança e tomada de decisões.
“Esperamos que o audiovisual brasileiro possa ter cada vez mais produções livres de estereótipo, que promovam a igualdade e representem as mulheres em sua diversidade. E que haja cada vez mais mulheres na indústria audiovisual, principalmente em posições de liderança e tomada de decisão”, disse Ana Carolina Querino.
“Superar estereótipos gênero e de raça e criar uma indústria audiovisual diversa e inclusiva, onde as oportunidades estejam abertas a todos os talentos: para isso a Ancine soma forças com a ONU Mulheres e lança a Aliança por um Audiovisual 50-50”, afirmou Débora Ivanov.
A parceria visa o compartilhamento de conhecimentos e a produção conjunta de estudos e análises que contribuam para uma melhor compreensão acerca das desigualdades de gênero, raça e etnia no setor audiovisual brasileiro, suas causas e possíveis estratégias de superação. Também estão previstas colaboração técnica e institucional para a realização de atividades como formações e capacitações, promoção de melhores práticas e realização de campanhas, seminários, mostras e festivais relacionados à promoção da igualdade.
Na Aliança por um Audiovisual 50-50 a ONU Mulheres tem o papel de incentivar parcerias de mídia e comunicação para a produção de estudos e para a promoção de atividades em apoio à implementação da Agenda 2030 para o de Desenvolvimento Sustentável na produção audiovisual, com enfoque no Objetivo de Desenvolvimento 5 – alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as meninas e mulheres. A organização também deverá apoiar iniciativas do Estado brasileiro que garantam às produções audiovisuais o respeito e a difusão da igualdade. No âmbito dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPS), a ONU Mulheres oferecerá às empresas que atuam no setor audiovisual brasileiro orientações sobre como alcançar a igualdade de gênero e adotar práticas corporativas que valorizem as mulheres e promovam a sua ocupação em espaços de poder e decisão. Além disso, a instituição promoverá a incorporação da ANCINE em campanhas globais pela igualdade de gênero, raça e etnia tanto da própria ONU Mulheres, quanto da ONU como um todo, tais como: ElesPorElas – HeForShe, Aliança Sem Estereótipo, Planeta 50-50, Vidas Negras, Livres e Iguais e UNA-SE.
Já à ANCINE, caberá dar visibilidade à importância da igualdade de gênero, raça e etnia no setor audiovisual e às iniciativas para a superação das desigualdades, bem como visibilizar, por meio do audiovisual, tais questões e consequências econômicas e sociais. A agência vai, ainda, valorizar a produção audiovisual de mulheres, contribuindo para seu reconhecimento junto ao público, e estimular as empresas que atuam no setor audiovisual brasileiro a adotarem políticas e ações para a promoção da igualdade, a exemplo dos Princípios de Empoderamento das Mulheres e do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça. Conforme suas atribuições, também promoverá a formulação de políticas públicas para a superação das desigualdades no setor audiovisual brasileiro e incluirá políticas corporativas para a equidade de gênero e raça na própria ANCINE, tornando-se referência nacional e internacional no setor audiovisual.
Fonte: ONU Mulheres

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