Workshop discute desafioa e possibilidades para mulheres que querem empreender

Após 17 anos trabalhando na área da Pedagogia, Gerusa Ferreira Lafetá decidiu deixar de lado a formação profissional, com direito a mestrado em Educação por uma universidade da Argentina, para apostar em um sonho, abrir uma loja de roupas e acessórios. “Eu digo para as mulheres que querem se tornar empreendedoras que é preciso ter coragem, não deixem que o medo paralise vocês”, aconselha a empresária, que é casada e tem dois filhos. Histórias como a de Gerusa, de mulheres que buscam equilíbrio para as vidas profissional e pessoal, são temas de um workshop gratuito que será realizado pelo Sebrae em Pirapora (MG) nesta quarta-feira (10).

“O relatório Global de Empreendedorismo mostra que as mulheres ainda têm mais dificuldades de tornar seus negócios sustentáveis, porque estão direcionadas à elas outras obrigações, como cuidados com a casa, com os maridos, filhos. Ao longo dos tempos, percebemos algum progresso no que diz respeito ao empreendedorismo feminino. No entanto, existem estudos técnicos que indicam a necessidade de melhorar as condições para que as mulheres possam abrir e, principalmente, manter uma empresa funcionando de forma sustentável”, destaca a analista do Sebrae, Kátia Leite.

Dos 52 milhões de empreendedores no Brasil, 45% são mulheres, de acordo com a relatório Global de Empreendedorismo. A pesquisa ainda afirma que aproximadamente 24 milhões de empreendedoras estão envolvidas na criação de um negócio.

Antes de abrir a loja de roupas e acessórios, Gerusa buscou por orientação do Sebrae. Ela diz que traçar metas e fazer planejamento foram fundamentais para conseguir realizar o sonho. “Com organização dá para fazer tudo dar certo”, fala. O comércio foi aberto em 2017.

Sobre os desafios de equilibrar as várias funções que ocupa, Gerusa é enfática. “Com disciplina, é possível conciliar o trabalho e a rotina em casa, que inclui filhos e marido. Nunca me imaginei longe do trabalho, mas também sempre tive o desejo de ter uma vida familiar, sou uma mulher do mundo moderno, precisamos nos sentir empoderadas, porque nascemos para fazer a diferença.

Ajudando mulheres a se conhecerem

Muitas mulheres vivem situações diferentes da contada por Gerusa Lafetá, na busca por objetivos e no equilíbrio dos aspectos pessoais e profissionais. Juliana Souza desenvolve trabalhos para ajudar o público feminino a lidar com esse universo complexo. Ela é formada em Comunicação, tem especialização em Gestão de Pessoas e atua com terapias alternativas , como reiki e florais.

“Ajudo as mulheres e se conhecerem. Muitas têm projetos e não conseguem colocar em prática, principalmente por medo. A ideia é que elas conheçam e aprendam a lidar com as emoções, que sejam autoconfiantes, que se reconheçam diante do mundo”, diz Juliana, que passou a buscar por conhecimento na área que atua depois de passar por um quadro grave de síndrome do pânico.

Juliana Souza usa terapias alternativas no tratamento dos pacientes — Foto: Juliana Souza/Arquivo PessoalJuliana Souza usa terapias alternativas no tratamento dos pacientes — Foto: Juliana Souza/Arquivo Pessoal

Juliana Souza usa terapias alternativas no tratamento dos pacientes — Foto: Juliana Souza/Arquivo Pessoal

Muitas das mulheres que chegam até o consultório de Juliana apresentam síndromes e transtornos. Ela destaca que o trabalho que desenvolve, com aplicação de terapias alternativas, é voltado para complementar o tratamento médico convencional.

“Muitas apresentam quadro de ansiedade, e essa é uma situação cada vez mais frequente no público feminino. Temos tantas atribuições que não paramos para cuidar de nós mesmos, não nos conhecemos”, fala.

O autoconhecimento é, para Juliana, uma forma de ajudar as mulheres a traçarem metas. Muitas chegam em busca de ajuda com um objetivo, mas não sabem como alcançá-lo. Outras já se viram diante de uma oportunidade de assumir um cargo de liderança, mas não se sentiram seguras, embora tivesse o desejos de assumir a função.

Dilce maia, uma das pacientes de Juliana, buscou por orientações depois de ser sentir paralisada diante da vida. “Fui diagnostica com transtorno de ansiedade e depressão. Quando o médico me disse isso, percebi que precisava buscar a raiz do problema. Não conseguia ficar em casa sozinha, desmarcava compromissos, evitava sair. Hoje, já me sinto mais segura e tenho ganhado autonomia”, comenta.

Depois de aprender a lidar com suas emoções, Dilce pensa nos próximos passos que quer seguir. “Acabei de me formar em História, quero conquistar minha independência financeira e realizar o sonho de viajar”, finaliza.

Serviço

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no ponto de atendimento do Sebrae em Pirapora na Rua Mato Grosso, 410, ou pelo site Sympla. O “Workshop Mulheres Empreendedoras”. O evento será realizado em uma casa de festas na Rua São Francisco, 972, Centro, a partir das 18h30.

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