Repórter de esportes da Globo sofre assédio de torcedor durante cobertura

A repórter da RPC/Globo Esporte, Gabriela Ribeiro, de Curitiba, cobria na última segunda-feira (3) o embarque do Atlético Paranaense para a Colômbia, quando foi beijada sem permissão por um torcedor. Gabriela postou o episódio em sua conta do Twitter:

“Ainda nesta linha, segue meu relato. Ontem tava cobrindo o embarque do Atlético e muitos torcedores atrás, cantando e tal. Veio um e me lascou um beijo na bochecha, aquela situação ridícula. Interessante que geral rechaçou o cara por ter feito isso, mandaram me deixar em paz.”

Gabriela contou ainda que, após ela ter recebido o apoio de outros torcedores, o sujeito pediu desculpas:

“Depois ele veio pedir desculpas: ‘Foi com todo respeito’. Não, não foi. Você não beija pessoas por aí sem ser solicitado, ainda mais quando elas estão trabalhando. Você não faz as coisas achando que pedir desculpas vai te livrar de aquilo ser errado.”

Casos de assédio

Casos de assédio contra repórteres e mulheres em geral foram frequentes durante a Copa da Rússia deste ano. Um deles, que ganhou visibilidade, envolveu o advogado Diego Valença Jatobá, ex-secretário de Turismo, Cultura e Esportes de Ipojuca, no litoral de Pernambuco. O advogado e alguns amigos filmaram brincadeira de mau gosto onde ensinavam palavrões em português para torcedoras russas, que não sabiam o que estavam falando.

A Fare Network, ONG parceira da Fifa que monitora discriminação e racismo, informou que haviam sido registrados, ainda antes do encerramento do mundial, 45 casos de sexismo e assédio contra mulheres na Rússia. Deste total, 15 jornalistas foram atacadas e beijadas à força por torcedores.

Saiu no site REVISTAFORUM

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